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Princípios de segurança e medidas de controle de riscos | Curso CIPA Online | Curso em vídeo

Aula em vídeo sobre princípios gerais de segurança no trabalho e medidas de controle de riscos.



PRINCÍPIOS DE SEGURANÇA E MEDIDAS DE CONTROLE DOS RISCOS


A palavra princípio pode significar começo ou início, ou seja, é nosso ponto de partida. Princípios de saúde e segurança são conceitos básicos por onde começar a fazer prevenção. Vamos apresentar os três principais e fazer algumas comparações para explicar. Vamos começar com o maior e mais importante de todos: O princípio de eliminar. Falando em saúde e segurança, seu objetivo é eliminar qualquer chance de o acidente acontecer. Simples. Elimina a situação, procedimento, máquina ou qualquer que seja o fator. Por exemplo, você usa uma máquina que pode cortar, elimina a máquina. Ou você usa o fogo que pode queimar, simplesmente apague e o fogo e pronto: 100% seguro!


A teoria é simples. A prática é que precisamos de certos fatores para produzir. Não há como cortar madeira sem serra ou ao menos um serrote, e ambos cortam. Assim como não há como fazer um bom churrasco sem fogo, sem fogueira. Assim, o princípio de eliminar fica bastante limitado, mas pode ser aplicado de outras formas. Como no caso de processos que podem ser eliminados dando lugar a processos melhores. Um exemplo seria o manuseio manual de peso e que passa ser feito com auxílio mecânico. Ao invés de carregar um saco de 50kg nas costas por 100 metros, você leva no carrinho.


Sempre que não for possível eliminar os fatores de risco, aplica-se o próximo princípio. O segundo em hierarquia é o princípio de neutralizar, de nome bastante sugestivo. É diferente de eliminar, pois o fator permanece ativo, porém fora de acesso ou alcance. Os fios elétricos nas ruas é um exemplo disso, ou seja, são colocados fora do alcance acidental de qualquer pessoa. Em máquinas, partes quentes, energizadas ou mecânicas podem ser neutralizadas. O mais comum é a colocação de bloqueios, grades, invólucros e até mesmo sensores. No nosso churrasco, neutralizar não se aplica, pois precisamos desse acesso ao fogo. Por fim, temos o último princípio e que só se aplica na impossibilidade dos demais.


O último princípio é o de minimizar ou reduzir, também de nomes bem sugestivos. Em outras palavras, ainda há risco, o acidente ainda pode acontecer. Porém, as chances de isso acontecer são reduzidas e ou a consequência também é menor. É o caso do ruído, tecnicamente inviável combatê-lo de outras formas, que não como EPI. Procedimentos, permissões de trabalho e os treinamentos entram todos aqui.


Temos também subcategorias e que estão relacionados a forma de neutralizar e minimizar. Essas subcategorias têm a ver com planejamento, decisão e gestão de riscos. Também há uma hierarquia e a primeira delas trata das proteções coletivas. Isso quer dizer que o que protege a muitos e ao mesmo tempo tem prioridade. Pode ser dentro de um amplo planejamento, pode ser para decisões pontuais. Ao nos depararmos com duas situações de risco, devemos levar em conta a gravidade. Quando falamos em gravidade, falamos também no alcance do risco em número de pessoas. Assim, naturalmente a prioridade é sempre proteger o maior número de pessoas. Então, temos as medidas administrativas onde entram permissões e treinamentos. Entram também os exames médicos, regras de segurança e procedimentos diversos.


A última medida de controle é a individual, o que quer dizer parar o risco no próprio corpo. Aqui, falamos essencialmente do uso dos equipamentos de proteção individual – EPI. Assim como o princípio de minimizar, medidas individuais só são permitidas em um caso. No caso de as medidas anteriores não serem suficientes para garantir a segurança da pessoa. Em outras palavras, usar um EPI é mais seguro, e ainda assim o acidente pode acontecer.

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