Respeito e Tolerância | Palestras SIPAT Brusque e região
- Escola Multiverso

- 7 de mai.
- 3 min de leitura
Atualizado: 14 de mai.
Você já reparou que as pessoas andam com cada vez menos paciência e cada vez mais irritadas, e tem a impressão de que os casos de violência verbal ou violência física só aumentam? Você já parou para se perguntar o porquê de isso estar acon-tecendo? Por que as pessoas estão tão agressivas? Tão apreensivas? Fato é que há várias respostas para isso, e nós vamos falar de algumas aqui.
Palestras presenciais, gravadas e ao vivo
Embora a cooperação seja o traço evolutivo mais importante e decisivo para o nosso desenvolvimento, alguns atritos fazem parte do caminho. Nós cooperamos muitíssimo mais do que brigamos, mas a violência ainda está bem presente em nosso comportamento. Estamos vendo uma crescente nesses conflitos, especialmente por orientação política, sexual, religiosa, econômica e até por coisas que seriam apenas diversão, como um jogo de futebol.
Nós temos uma necessidade interna de nos sentirmos seguros e a gente acaba projetando isso para os outros. Essa projeção é exercida em uma tentativa de controle, de controlar o outro. Controlar o que os outros fazem e controlar o que os outros pensam. Há uma justificativa evolutiva para isso, que é tentar se sentir seguro. Contudo, não serve ao atual momento em nossa sociedade. Precisamos de um novo salto evolutivo e aprender novas habilidades de relacionamento.
Primeiro, vamos pensar em respeito - que é entender que as outras pessoas agem e pensam diferentemente de nós. Preci-samos aprender que pensar ou agir de outro jeito é diferente de agir contra nós. Respeito é reconhecer nosso limite na liber-dade do outro. Precisamos também respeitar as regras do jogo e lembrar que em alguns momentos nós vamos ganhar e em alguns momentos, nós vamos perder.
Segundo, vamos refletir sobre tolerância. Tolerância que é não dar bola, não dar importância. Levar em consideração que aquilo é apenas a preferência do outro. Você tem as suas preferências, eu tenho as minhas preferências. Gosto é gosto e não se discute, como já nos ensina o ditado popular. Minimize as diferenças, elas não são importantes. O que nos torna iguais é muito mais importante, e não é uma questão de opinião. Ou sentir fome ou dor de barriga é uma questão de opinião? Experimenta para ver se funciona.
Outra coisa muitíssimo importante, pare de comprar sentimentos conflituosos de pessoas que estão apenas tentando ga-nhar cliques ou tentando se sentirem seguras. A maioria do conteúdo adverso que encontramos na internet e na televisão são reproduções exageradas que visam apenas poder controlar você ou pressionar você a continuar consumindo aquele con-teúdo agressivo. Isso vale também para filmes e séries que banalizaram a violência, e que em alguns casos tornaram a vio-lência divertida. Violência é sempre triste.
Mantenha o limite, seja respeitoso e tolerante, e fique longe de conteúdo de internet e televisão se o conteúdo for violento, mesmo que fantasioso, ou que coloque as pessoas em lados opostos, que dê rótulos como “aqueles são nossos inimigos”, ou ainda “esse tipo de gente não presta”. Isso está nos deixando doentes. só vai te deixar doente. Sempre que ver ou acontecer, a pior coisa que podemos fazer é dar audiência.
Sempre que alguém puxar a conversar dessa forma, lembre essa pessoa que existe apenas um lado, apenas um barco e que todo mundo tem medo, fome e dor de barriga. Por outro lado, algo ainda mais importante: Incentive a cordialidade e a con-ciliação. Vale repetir, a gente só chegou até aqui porque a gente coopera mais. Promova ou incentiva conversar conciliadores e conteúdos que construam pontes e nos façam sentir tranquilos.



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